Seleção volta ao Mundial após 28 anos, e foi lider do seu grupo nas Eliminatórias
Após um hiato de 28 anos, a seleção da Escócia volta a disputar a Copa do Mundo e chega à edição de 2026 com um modelo de jogo bem estabelecido. A equipe comandada por Steve Clarke garantiu a classificação como líder de seu grupo nas Eliminatórias da UEFA, com uma campanha marcada pela postura defensiva. O retorno ao torneio recoloca a seleção no cenário global com um objetivo de avançar pela primeira vez à fase eliminatória, algo que nunca conseguiu nas participações anteriores.
Clarke, ex-zagueiro com passagem marcante pelo Chelsea, assumiu a seleção em um momento de reconstrução e, desde então, estabeleceu uma estrutura tática baseada em organização sem a bola e transições rápidas. A Escócia atua na maior parte em um 4-2-3-1, mas apresenta variações com linha de três defensores conforme o adversário, Embora o 4-2-3-1 tenha sido utilizado em jogos como a vitória contra a Dinamarca e a derrota para a Grécia, o treinador frequentemente recua um lateral ou utiliza zagueiros específicos para formar uma linha de três defensores quando precisa de maior sustentação defensiva ou liberdade para seus alas.
No amistoso contra a Costa do Marfim, Clarke testou uma estrutura onde Andy Robertson (Liverpool) e Kieran Tierney (Celtic) atuaram juntos. Nessa variação, Tierney frequentemente assume o papel de um terceiro zagueiro pela esquerda (zagueiro construtor), permitindo que Robertson avance como um ala, transformando o sistema em uma linha defensiva de cinco homens no momento sem bola.
A campanha nas Eliminatórias terminou com 13 pontos em seis partidas. O resultado mais emblemático foi a vitória por 4 a 2 sobre a Dinamarca, em novembro de 2025, em um jogo decidido nos minutos finais e que confirmou a liderança do grupo. Já na preparação para o Mundial, os amistosos de março de 2026 a Seleção Escocesa sofreu duas derrotas, para Japão e Costa do Marfim.
O elenco reúne jogadores experientes da elite europeia e jovens em ascensão. O principal nome é o lateral Andrew Robertson, capitão da equipe e peça fundamental tanto na construção ofensiva quanto na liderança dentro de campo. Atuando no Liverpool, ele é referência técnica e tática, especialmente em jogadas de profundidade e bolas paradas. No meio-campo, Scott McTominay, atualmente no Napoli, tem desempenhado papel decisivo, inclusive com atuação em gols importantes nas Eliminatórias. Ao seu lado, John McGinn, do Aston Villa, é um dos principais responsáveis pela transição entre defesa e ataque.
Entre os nomes que ganharam espaço recentemente está Lewis Ferguson, do Bologna, que se destacou nas Eliminatórias pelo equilíbrio entre marcação e distribuição de jogo, e Ben Doak, jovem atacante do Bournemouth. No comando do ataque, Ché Adams, do Torino, aparece como referência física e opção de profundidade.
A leitura dos quatro compromissos mais recentes indica que, apesar das variações promovidas por Steve Clarke nos amistosos diante de Japão e Costa do Marfim, a comissão técnica mantém uma base considerada prioritária para jogos de maior exigência competitiva, com nomes recorrentes e pouco sujeitos a rotação em cenários de alta pressão.
Goleiro Angus Gunn (Nottingham Forest), lateral-direito Nathan Patterson (Everton), zagueiros Grant Hanley (Hibernian) e Scott McKenna (Dinamo Zagreb), lateral-esquerdo Andy Robertson (Liverpool), volantes Lewis Ferguson (Bologna) e Scott McTominay (Napoli), ponta-direita Ben Doak (Bournemouth), meia-central Ryan Christie (Bournemouth), ponta-esquerda John McGinn (Aston Villa), centroavante Ché Adams (Torino).
