Enquanto o Flamengo pode se divertir, Palmeiras, River, São Paulo e Botafogo encaram uma guerra pela libertadores

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Por Igor Araújo

A Libertadores 2025 mostra um pequeno desequilíbrio entre os dois lados da chave. Enquanto de um lado do chaveamento o Flamengo tem o caminho aberto se passar pelo Internacional,  do outro estão reunidos os gigantes que carregam o peso do torneio. A impressão é clara: se o rubro-negro empatar no Beira-Rio, vai à final sem grandes sobressaltos, enquanto Palmeiras, River Plate, São Paulo e Botafogo travam batalhas que podem marcar época.

O Flamengo, que já abriu vantagem contra o Internacional, terá pela frente adversários de menor peso técnico. Estudiantes, Cerro, Racing, Peñarol, Vélez ou Fortaleza,  todos parecem mais figurantes do que protagonistas diante da força de um elenco milionário que joga em ritmo de treino. É o privilégio do sorteio: enquanto uns correm maratona em subida, outros passeiam no parque.

Do outro lado, a verdadeira guerra. Palmeiras e River Plate podem reeditar já nas quartas um dos confrontos mais simbólicos da década. Em 2020, o time de Abel Ferreira aplicou um sonoro 3 a 0 em Buenos Aires e quase colocou tudo a perder no Allianz, num dos jogos mais dramáticos da história recente do clube. Se o cruzamento se confirmar, a intensidade será a mesma — ou maior.

Na mesma chave, Botafogo e São Paulo têm tudo para se reencontrar. Em 2024, o Glorioso eliminou o tricolor nos pênaltis e seguiu até o título. Agora, a revanche ganha contornos ainda mais pesados. O vencedor desse duelo pode ter pela frente Palmeiras ou River, num cenário de semifinal que já nasce histórica.

A ironia é que a Libertadores, torneio que já foi famoso pelo equilíbrio e pelo peso dos mata-matas, está oferecendo em 2025 um contraste diferente. O campeão terá de sair de uma chave que exige, suor, enquanto do outro lado o Flamengo pode avançar sem grandes arranhões.

No fim, a sensação é inevitável: se o Flamengo jogar o mínimo que sabe, estará na final. Mas quem virá do outro lado? Palmeiras em busca da glória eterna, Botafogo querendo o bicampeonato, São Paulo querendo renascer, ou River Plate atrás da vingança? Seja quem for, chegará esgotado — e talvez aí esteja a maior vantagem do rubro-negro.

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