Turquia volta à Copa após 24 anos relembre a campanha que parou no Brasil em 2002

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Seleção foi terceira colocada e viveu o maior momento de sua história

A trajetória da seleção da Turquia no futebol mundial carrega um contraste difícil de ignorar. Enquanto o país mantém um campeonato local forte e atrativo, a equipe nacional passou mais de duas décadas fora da Copa do Mundo. Esse intervalo chega ao fim em 2026, após a classificação construída na repescagem, com vitórias sobre Romênia e Kosovo.

O retorno inevitavelmente puxa a memória para 2002, quando a Turquia viveu seu ponto mais alto. Sob o comando de Şenol Güneş, o time fez uma campanha que fugiu do esperado. Caiu diante do Brasil na estreia, reagiu com empate contra a Costa Rica e avançou ao vencer a China. No mata-mata, eliminou o Japão, depois o Senegal, com gol de ouro de İlhan Mansız, e voltou a cruzar com o Brasil na semifinal. A derrota não apagou o feito. A vitória sobre a Coreia do Sul garantiu o terceiro lugar e colocou aquela geração entre as mais marcantes da história do torneio.

Um dos rostos daquele time era o goleiro Rüştü Reçber. Ídolo do Fenerbahçe, ele chamou atenção pelas defesas e pelo visual com pintura preta sob os olhos. Depois da Copa, teve passagem pelo Barcelona, mas foi na seleção que construiu sua imagem mais forte. Terminou o torneio entre os melhores jogadores.

Se a seleção alternou períodos de protagonismo e ausência, o futebol de clubes seguiu em outro ritmo. A Süper Lig virou destino para nomes conhecidos do futebol europeu. No Galatasaray, por exemplo, passaram Didier Drogba, que chegou após anos no Chelsea, e Wesley Sneijder, destaque da Inter de Milão. Já o Fenerbahçe recebeu Roberto Carlos, depois de uma longa passagem pelo Real Madrid, além de Robin van Persie, vindo do Manchester United. Mesut Özil também vestiu a camisa do clube após anos no Arsenal.

Atualmente, esse movimento continua. O Galatasaray tem Mauro Icardi, que construiu sua carreira entre Inter de Milão e PSG, teve Dries Mertens, que fez história no Napoli. No Fenerbahçe, o meio-campista Fred, ex-Manchester United, divide espaço com Edin Džeko, que passou por Manchester City e Roma.

A seleção turca, agora dirigida por Vincenzo Montella. O time é formado, em grande parte, por jogadores que atuam nas principais ligas europeias. Hakan Çalhanoğlu é peça central na Inter de Milão, Arda Güler, revelado pelo Fenerbahçe, hoje pertence ao Real Madrid e concentra a criatividade do time. No ataque, Kenan Yıldız ganha espaço na Juventus.

No grupo com Estados Unidos, Paraguai e Austrália, a Turquia chega sem o peso de favorita, mas com um elenco mais distribuído pelo futebol europeu do que em outros ciclos.

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