Os torcedores brasileiros já imaginavam que seria um teste difícil. Com desfalques importantes e ainda em processo de ajustes sob o comando de Carlo Ancelotti, a Seleção encontrou uma das equipes mais consolidadas do futebol mundial. Em um jogo que serviu como preparação direta para a Copa do Mundo de 2026, a favorita França confirmou sua força e venceu por 2 a 1, no Gillette Stadium, em Boston.
Os dados estatísticos da partida, fornecidos pelo Sofascore, plataforma especializada em análise de desempenho no futebol, ajudam a explicar o roteiro do jogo: o Brasil produziu mais ofensivamente, mas foi menos eficiente nas decisões.
O primeiro gol saiu aos 32 minutos do primeiro tempo, quando Kylian Mbappé aproveitou erro na saída de bola brasileira para finalizar por cobertura. Mesmo após a expulsão de Upamecano aos 7 minutos do segundo tempo, a França ampliou com Hugo Ekitiké, novamente em jogada de profundidade. O Brasil descontou com Bremer, de cabeça, após cruzamento de Luiz Henrique, mas não conseguiu chegar ao empate.
Os números gerais mostram que o Brasil produziu mais em volume ofensivo, mesmo com menos posse de bola que a França. A equipe brasileira terminou a partida com 46% de posse, contra 54% dos franceses, mas ainda assim finalizou 17 vezes, número bem superior às 7 conclusões da equipe europeia. O Brasil também criou 3 grandes chances, contra 2 da França, além de ter cobrado 5 escanteios, enquanto o adversário teve apenas 2. No volume de passes, a França apresentou maior controle do jogo
Vinícius Júnior tem atuação discreta como referência ofensiva
Escalado com função central no ataque, Vinícius Júnior teve dificuldades para encontrar espaços diante da marcação francesa e terminou a partida com nota 6.7.
O atacante finalizou duas vezes, não acertou o alvo e ainda desperdiçou uma grande oportunidade dentro da área nos minutos finais. Apesar de ter participado de 50 ações com a bola e acertado 6 dribles, perdeu a posse em 18 momentos, número alto para um jogador responsável por desequilibrar no um contra um.
Bremer confirma bom momento e é o destaque da equipe
Autor do gol brasileiro, Bremer foi o jogador mais bem avaliado da partida, com nota 7.7. O zagueiro mostrou segurança defensiva e presença ofensiva em bolas paradas.
O defensor terminou o jogo com 5 recuperações de bola, 2 interceptações e 1 corte decisivo, além de não ter sido driblado em toda a partida. A atuação reforça sua consolidação como peça importante no sistema defensivo da seleção.
Além do desempenho individual, o gol marcado no segundo tempo recolocou o Brasil na partida e manteve a pressão até os minutos finais.
Danilo entra bem e mostra eficiência em poucos minutos
Mesmo com apenas 19 minutos em campo, Danilo, do Botafogo teve nota 7.0, uma das melhores avaliações da Seleção Brasileira na partida, indicando impacto positivo em um período curto de atuação. O meio-campista entrou aos 71 minutos no lugar de Andrey Santos e contribuiu para dar mais qualidade na circulação de bola no momento em que o Brasil pressionava em busca do empate.
Os números ajudam a explicar a boa nota. Danilo registrou 86% de precisão nos passes (12 certos em 14 tentativas), com destaque para a qualidade nas bolas longas, acertando 5 de 5 tentativas, além de dois cruzamentos corretos em duas tentativas. Também contribuiu com um passe decisivo, participando diretamente da construção de jogadas ofensivas.
Ederson e Douglas Santos ficam abaixo do esperado
Entre os jogadores com menor avaliação, Ederson e Douglas Santos receberam nota 6.3.
O goleiro brasileiro realizou apenas uma defesa durante a partida e sofreu dois gols por cobertura, ambos em situações de transição rápida da França. Além disso, apresentou dificuldades na saída de bola, fundamento que normalmente é considerado um diferencial em seu jogo.
Douglas Santos teve participação discreta ofensivamente e terminou com 3 recuperações de bola e apenas 2 desarmes certos, com pouca influência na construção das jogadas pelo lado esquerdo.
O Brasil volta a campo na próxima terça-feira, 31, contra a Croácia, no último teste antes da convocação final para a Copa do Mundo de 2026.
Foto l Rafael Ribeiro CBF
